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Jardim de Infância I e Jardim de Infância II

O Colégio Humboldt é uma escola alemã e brasileira de encontro que possibilita aos seus alunos, ao lado da conclusão brasileira, o Abitur - a conclusão alemã da escola. Baseado nos atuais estudos da aprendizagem de línguas e da neuropedagogia, o Colégio Humboldt elaborou uma proposta curricular segundo a qual a aula é organizada de forma bilíngue e de acordo com as necessidades individuais das crianças.


Isso significa que conscientemente na educação infantil não será oferecida uma turma alemã. Crianças brasileiras e alemãs, assim como as crianças de todas as outras nacionalidades, brincam e aprendem juntas em suas turmas. Elas são acompanhadas por duas professoras, das quais uma é a referência para a língua alemã e a outra para a língua portuguesa. Apenas essas duas línguas são faladas.


Assim, inicia-se a aprendizagem bilíngue com a entrada da criança na educação infantil.


O processo da alfabetização representa o primeiro grande e complexo desafio de abstração na vida da criança. Trata-se de um processo cognitivo, no desenrolar do qual a criança aprende, com base no até então desenvolvimento da língua, a reconhecer determinados fonemas, associando a eles grafemas e anotando-os em uma determinada ordem. No processo inverso da leitura, a criança aprende a decodificar as letras e a transformá-las em fonemas e, em sequências fonéticas as palavras.


No transcorrer desse processo a criança reconhece o significado social da língua.


O Colégio Humboldt valoriza muito uma alfabetização fundada de forma científica e coordenada cuidadosamente com base na teoria construtivista do aprendizado ou construtivismo social. De acordo com a visão construtivista, o aprendizado é um processo construtivo ativo, no qual cada aprendiz monta sua representação individual do mundo. O que cada aprendiz aprende depende fortemente de seus pré-conhecimentos e da situação de aprendizado concreta.


Por trás dessa teoria, que já foi defendida por Piaget e comprovada por pesquisas nos últimos anos, está a hipótese de que o cérebro é um sistema relativamente fechado que assimila estímulos do ambiente, os quais são usados como "matéria-prima" para construção de outros conhecimentos. Os estímulos (sons, sensações visuais) são assimilados por meio dos órgãos sensoriais, interpretados no cérebro e trabalhados para suas impressões sensoriais subjetivas individuais. A partir disso, o que uma pessoa, no nosso caso uma criança, vê, ouve, cheira ou saboreia nunca é uma percepção objetiva da realidade, mas uma interpretação subjetiva já gravada.


Assim, dentro do modelo construtivista, a tarefa do professor não é tanto proporcionar conhecimento, mas, principalmente, apoiar o aluno em seu processo de aprendizado individual por meio de instruções em medida equilibrada. Os aprendizes devem confrontar-se com os conte údos de aprendizado, deduzir seus conte údos e descobrir suas relações.


De acordo com Vygotsky, o aprendizado não acontece de forma individual ou isolada, mas por meio de interação social. Por isso, devem ser preparados ambientes de aprendizagem nos quais as tarefas são apresentadas aos alunos de forma interativa e conjunta. Isso significa que o ambiente de aprendizagem deve ser elaborado de forma autêntica. Com a constante mudança entre ação e reação, as crianças ampliam seus conhecimentos por meio da língua.


Com base nos resultados da pesquisa neurológica atual, sabemos que a maior capacidade infantil de aprender uma segunda ou terceira língua quase como língua materna é nos primeiros seis anos de vida. Figurativamente: as portas e janelas para uma segunda ou terceira língua estão abertas neste período e depois se fecham lentamente.


Agora, se quisermos oferecer às nossas crianças uma base otimizada para um bilinguismo ou multilinguismo, o que seria melhor que juntar esses dois fenômenos, ou seja, a fase da alfabetização com as "janelas abertas" dos primeiros seis anos de vida?


Então, como nossas crianças aprendem a escrever e ler no Colégio Humboldt?


A cientista linguística argentina Emília Ferreiro, colaboradora por vários anos de Piaget, parte do princípio de que crianças adquirem o conhecimento da língua escrita da mesma forma que constroem seu próprio entendimento lógico do mundo. Diferenciamos cinco níveis (fases de desenvolvimento) da construção da língua escrita.


Pré-silábica


A criança ainda não constrói nenhuma relação entre o falado e o escrito. Nesta fase, a criança mostra seu desejo de escrever desenhando linhas e símbolos indefinidos no papel ou, por exemplo, na areia.


Nessa fase, é comum usar letras de seu próprio nome.


Silábica sem valor sonoro


A criança começa a entender que há uma relação entre o falado e o escrito.


Ela começa a separar o escrito das imagens, desenvolve um primeiro entendimento a respeito dos n úmeros e das letras ou da diferença entre os símbolos.


Ela percebe uma relação entre o escrito e o falado, sendo que para cada sílaba existe uma letra, porém esta letra (grafema) não corresponde ao respectivo som (fonema). Para a palavra de quatro sílabas "Dinossauro" a criança deverá escrever quatro letras conhecidas, p.ex. V I V T.


Silábica com valor sonoro


Nesta fase, a criança pressupõe que a escrita elucida o falado. Ela tenta escrever foneticamente, transformar o som e letra. Ela sabe que uma sílaba é uma pequena unidade da língua. A criança ainda usa uma letra para uma sílaba, mas já tenta produzir uma relação entre fonema e grafema, p.ex. CVL, CVO, AAO, AVL para a palavra Cavalo.


Silábica Alfabética


Esta fase pode ser definida como nível intermediário. A criança já escreve de forma silábica e com ênfase no alfabeto, já reconhece algumas sílabas, p.ex. SAPT para sapato.


Alfabética


A criança domina o código escrito-falado, consegue diferenciar letras, sílabas, palavras e frases. Ela conhece a função social da língua escrita e sabe como escrever um texto. De vez em quando ainda esquece letras na hora de escrever. Ainda não escreve ortograficamente correto, p.ex. DINOçARO.


De acordo com essa sistemática, as crianças do Colégio Humboldt são alfabetizadas de forma bilíngue em português e alemão, ou melhor: elas se alfabetizam com o apoio direcionado pelos professores. Desta forma, o aprendizado de uma língua se compõe do falado, do lido e do escrito.


No âmbito da língua falada trabalhamos a ampliação do vocabulário, a comunicação clara e objetiva e, também na primeira língua, a dicção fonética correta.


Nossos métodos usados são variados: conversas em círculo, cantigas, estórias, rimas, aliterações ou jogos com sílabas de palavras.


No âmbito da leitura, o foco é reconhecer diferentes formas de textos e suas especialidades, analisar palavras, ler palavras conhecidas, nos comunicar sobre a função social da leitura.


Para tanto, utilizamos placas e símbolos que aparecem repetidamente na rotina diária, leitura dos nomes dos amigos, escutar m úsica, leitura de textos conhecidos ou leitura pelo professor.


Na escrita, é importante formar, reforçar e assegurar a relação entre fonema e grafema e continuar o desenvolvimento da capacidade das crianças a fim de que se sintam seguras na escrita. E, finalmente, aqui também é necessário ter consciência da função social da escrita.


Trabalhamos metodicamente p.ex. a aliteração, procurando palavras com o mesmo som do nome da criança, treinamos a escrita no caderno de exercícios e na lousa, pedimos para escrever textos espontâneos e, naturalmente, a professora também é a pessoa que escreve.